segunda-feira, 4 de julho de 2011

A IMPORTÂNCIA DA FAMILÍA NO CONTEXTO ESCOLAR

ESTADO DE MATO GROSSO

SECRETARIA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO

PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP

DEPARTAMENTO DE PEDAGOGIA


CILVELI LUIZ FERREIRA

EDNA DA SILVA

EVA MARIA MORAES KRITLI

MERCINA BARBOSA DOS SANTOS

ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA E LEGISLAÇÃO III

A IMPORTÂCIA DA FAMÍLIA NO CONTEXTO ESCOLAR



1 INTRODUÇÃO


O relevante trabalho tem com o objetivo principal buscar meios para que a família possa criar o hábito de participar da vida escolar de seus filhos, percebendo o quanto a família é importante no processo ensino aprendizagem dos mesmos. Enquanto gestores de instituição educacional acreditaram que pais e professores devem ter objetivos comuns e precisam ser coerentes e estar juntos no processo educacional.



Segundo Fusverki (2008,p.3)


[...] não compete apenas à escola a função de educar, mas também à família em primeiro lugar. E se hoje se tem a sobrecarga da vida moderna, é sumamente importante lembrar que o que vale não é o tempo que se passa junto com os filhos, mas a maneira como estabelecem as relações com eles. Isso é o que importa, pois se os filhos sabem que podem contar com os a pais quando necessitarem, se os pais têm uma parte do seu tempo diário e de lazer reservado para dar atenção e conversar com os filhos


Nesta perspectiva, entendemos a importância e responsabilidade dos pais em acompanhar o desenvolvimento cognitivo e moral dos filhos, pois a escola exerce um papel importante na vida de todo cidadãos, mas é interessante que todos compreendam que a educação começa em casa com a família, e a escola tem a função de dar continuidade no processo ensino e aprendizagem. Para nós gestores, esse processo é fundamental, pois por meio desta prática desenvolvida na escola se aprende o respeito às diferenças, favorecendo-se assim a realização de um trabalho coletivo.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente “a família é a primeira instituição social responsável pela efetivação do processo da educação.” Sendo assim, família e escola devem atuar juntas no desenvolvimento pleno do educando, pois é através desta cooperação na educação que vão se constituindo agentes capazes de exercer seu papel para a mudança do meio social em que vivem.

A rotina diária ou a forma como a estrutura familiar está organizada exige que os pais encarem como desafio estar presente na vida escolar dos seus filhos. Neste sentido é importante que a escola tenha um diálogo aberto com a família, tendo em vista a formação da criança. Onde esta comunicação entre pais e escola deve oferecer valores morais para a vida dos seus filhos.

Para Szymanski (2003, p.66),

Os conflitos entre famílias e escolas podem advir das diferenças sociais, valores, crenças, hábitos de interação e comunicação subjacentes ao modelo educativo. Tanto crianças como pais podem comportar-se segundo modelos educativos que não são os da escola.


Nesta perspectiva, entendemos que raramente há participação da família na comemoração de datas especiais como, por exemplo: dia dos pais, dia das mães entre outros. No dia a dia dos estudos dos filhos, não há de fato cobranças pelo um ensino de qualidade, ou seja, há um certo distanciamento, não havendo interação entre a gestão escolar e os pais. Mas o gestor sempre deve estar buscando de que maneira poderá ajudar na permanência dos pais no âmbito escolar.

Muitas vezes quando precisamos da presença, ou seja, da participação dos pais na escola sempre há um empecilho que impede a presença dos pais até a instituição, os pais alegam em não acompanhar os filhos na escola por falta de tempo. Nesse sentido, é preciso que todo corpo docente da escola deverá estar associado a uma metodologia de ensino capaz de proporcionar o aprendizado do aluno, e esta precisa da participação de profesores e da familia.


2 OBJETIVOS/ METAS



  • Verificar se a família influencia na aprendizagem da criança.

  • Proporcionar meios que favorecem a participação dos pais na escola;

  • Possibilitar a interação dos pais, onde expõem seus conhecimentos culturais na comunidade escolar.


3. PROPOSTA

Proporcionar momentos culturais como: apresentações de danças e músicas típicas, poesia, artesanato, culinária, entre outros. Tem – se com esta proposta, o objetivo de aproximar os pais da instituição, para que possam perceber a importância da convivência da família no desenvolvimento na vida escolar dos seus filhos possibilitando, assim, uma melhor integração entre família e escola.


4. DISCUSSÃO TEÓRICA


Para os teóricos a família e escola formam uma equipe, e ambas devem ter os mesmos objetivos a atingir, propiciando-se assim ao aluno uma educação de qualidade capaz de formar cidadãos críticos capazes de enfrentar a complexidade de situações que surgem na sociedade.

Para Libâneo (2003, p.348),

A organização de atividades que asseguram a relação entre escola e comunidade. Implica ações que envolvem a escola e suas relações externas, tais como os níveis superiores de gestão do sistema escolar, os pais, as organizações políticas e comunitárias, as cidades e os equipamentos urbanos. O objetivo dessas atividades é buscar as possibilidades de cooperação e de apoio, oferecidas pelas diferentes instituições, que contribuam para o aprimoramento do trabalho da escola, isto é, para as atividades de ensino e de educação dos alunos. Espera-se especialmente, que os pais atuam na gestão escolar mediante canais de participação bem definidos.


A participação da comunidade no processo educacional, é uma responsabilidade da escola. Entendemos que a comunidade pode participar de várias maneiras, basta que a escola ofereça opções e dedique um tempo para que isso aconteça.

Entendemos que esse esforço deve partir da família para que se tenha êxito no processo de ensino aprendizagem do filho. Tanto a família quanto à escola devem oferecer prática educativa propiciando o desenvolvimento dos alunos.

Para Freire (1993, p.60),

É preciso e até urgente que a escola vá se tornando um espaço acolhedor e multiplicador de certos gostos democráticos como o de ouvir os outros, não por puro favor, mas por dever, o de respeitá-los, o da tolerância, o do acatamento às decisões tomadas pela maioria a que não falte, contudo o direito de quem diverge de exprimir sua contrariedade. O gosto da pergunta, da crítica, do debate.


Nesta perspectiva a escola deve proporcionar a comunidade escolar uma relação de diálogo e deve ser capaz de perceber os fatos decorrentes que acontecem no dia a dia da instituição.

A escola tem o dever de perceber diferentes aspectos na criança, tais como: se há certa timidez, isolamento. Caso seja percebido aspectos diferentes deve – se tentar aproximar a criança da escola, tentar entender a causa e qual a origem da mesma para em seguida, tomar atitudes e decisões pertinentes visando um melhor desenvolvimento do educando dos educandos.

Tiba (2002, p.181), afirma que se os pais acompanharem o rendimento escolar do filho desde o começo do ano poderá identificar precocemente essas tendências e, com o apoio dos professores, reativarem seu interesse por determinada disciplina em que vai mal”. O desempenho da escola junta à criança pode evitar a reprovação da criança na escola, e proporcionar um ótimo desempenho no seu aprendizado. Esse é um dos passos importantes para o desempenho escolar, tendo família e escola junta e unida em um mesmo propósito.

Para Mussen (1970, p. 26),

As experiências no playground ou na escola podem fomentar a confiança em si própria, numa criança anteriormente carente sob esse aspecto. Uma criança tímida, tristonha e retraída, produto de um ambiente familiar insatisfatório, áspero e autoritário, uma vez que freqüente uma escola maternal tolerante, com professores afetuosos e compreensivos, pode-se tornar viva, feliz, imaginativa.


Neste sentido a escola deve acolher o aluno, oferecendo-lhe um ambiente estável e amoroso, criando um ambiente diferente, ajudando-a a caminhar para o fora de um ambiente familiar estabelecimento de uma rede de relações em que lhes possibilite uma vida digna e igualitária. A construção desta parceria deve partir dos professores, visando a proximidade dos pais na escola e que a família esteja cada vez mais preparada para ajudar seus filhos.

Segundo Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil (1998, P. 76), “ás instituições estabelecerem um diálogo aberto com as famílias, considerando-as como parceiras e interlocutoras no processo educativo infantil”. Sabe-se que a família é a base para qualquer ser, e não se refere aqui somente família de sangue, mas também famílias construídas através de laços de afeto.

Por tanto, a escola não deve ser só um lugar de aprendizagem, mas também um campo de ação no qual haverá continuidade da vida afetiva. Há necessidade de se construir uma relação entre escola e família, e esta deve ser para planejar, estabelecer compromissos e acordos mínimos para que o aluno tenha uma educação com qualidade tanto em casa quanto na escola.


RERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS


BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a educação infantil/ Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental Brasília: MEC/SEF, 1998


Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei n.8069, de 13 de julho de 1990.


FREIRE, Paulo. Professora sim tia não: Cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho D’água, 1993.

MUSSEN, P. H. O desenvolvimento psicológico da criança: 5ª edição. Rio de Janeiro,

1970.


SZYMANSKI, H. A relação escola/família: desafios e perspectivas. Brasília, DF, Plano Editora, 2003.


TIBA, Içami. Disciplina, Limite na medida certa: 41ª ed. São Paulo: Gente, 1996.


Títulos


Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 3, nº1, março de 2008. ISSN 1980-6116.> Acesso em 28/06/2011.


http://www.unicentro.br - Ciências Humanas. Acesso em 28/06/2011.



http://www.partes.com.br/educacao/familiaerendimento.asp. Acesso em 28/06/2011

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